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NaturezaBiologiaDifícil

Questão 127ENEM 2025 BelémCaderno azul · 2º Dia

A luz que atinge a retina desencadeia a formação de impulsos nervosos que são transmitidos para diferentes áreas do encéfalo, como representado no esquema. Para que uma pessoa possa enxergar, a informação tem que atingir o córtex visual. Quando alguma parte da via que conduz a informação até lá é lesada, ocorre perda da visão. Por outro lado, a informação que chega ao hipotálamo não participa da formação da imagem, mas influencia a secreção do hormônio melatonina pela glândula pineal. Quando há entrada de luz na retina, a secreção de melatonina é inibida.

Um médico avaliou a secreção de melatonina após iluminar a retina em dois pacientes com perda visual. No primeiro paciente (1), houve inibição da secreção de melatonina; enquanto no segundo (2), a inibição não aconteceu.

Os pacientes 1 e 2 tiveram perda visual, pois apresentavam problemas, respectivamente, no(a)

Alternativas

Resolução

📋 Ficha da Questão

  • 📚 Matérias Necessárias: Biologia → Fisiologia do Sistema Nervoso (vias visuais: retina → nervo óptico → tálamo → córtex visual; ramo retina → hipotálamo → pineal → melatonina)
  • ⚡ Nível: D — exige ler o esquema da via visual e cruzar duas pistas clínicas: em quem a melatonina é inibida (luz chegou ao hipotálamo, retina→nervo óptico→hipotálamo OK) e em quem não (problema à montante do hipotálamo).
  • 🎯 Tema/Habilidade BNCC: Integração do sistema nervoso e endócrino; competência 4 (processos fisiológicos).
  • 🏆 Gabarito: B — revelado após resolução completa

🔎 Passo 1 — Leitura Estratégica do Comando

  • Comando reformulado: "Paciente 1 (perdeu visão, MAS a luz ainda inibe melatonina) e paciente 2 (perdeu visão E a luz NÃO inibe melatonina): onde está a lesão em cada um?"
  • Palavras-chave decisivas: inibição da melatonina no paciente 1 (luz ainda chega ao hipotálamo), inibição NÃO ocorre no paciente 2 (luz não chega ao hipotálamo).
  • Armadilha típica: Confundir o fluxo; achar que problema no hipotálamo impediria a melatonina (mas uma lesão no hipotálamo ou pineal afetaria diretamente a glândula, não a via visual — e o enunciado foca em PERDA DE VISÃO, não em lesão endócrina isolada).
  • O que a resposta precisa demonstrar: ler o esquema: retina → nervo óptico → bifurcação (tálamo→córtex visual) e (hipotálamo→pineal).

📚 Passo 2 — Mapa de Conceitos Essenciais

  • Via visual consciente: retina → nervo óptico → tálamo (núcleo geniculado lateral) → córtex visual. Lesão em qualquer ponto prejudica a percepção visual.
  • Via não consciente (ritmo circadiano): retina → nervo óptico → hipotálamo (núcleo supraquiasmático) → glândula pineal → inibe melatonina quando há luz.
  • Ponto de bifurcação: após o nervo óptico, a informação se divide em dois ramos (tálamo-córtex e hipotálamo-pineal).
  • Consequências de lesão:
  • Se lesão for ANTES da bifurcação (retina ou nervo óptico): cega E perde inibição da melatonina.
  • Se lesão for DEPOIS da bifurcação, no ramo do tálamo/córtex visual: cega MAS mantém inibição da melatonina (ramo do hipotálamo intacto).

🧭 Passo 3 — Decodificação do Enunciado

  • Evidência 1 (paciente 1): "houve inibição da secreção de melatonina" → a luz chegou ao hipotálamo → o ramo retina–nervo óptico–hipotálamo está íntegro. A cegueira, portanto, veio do outro ramo: TÁLAMO ou CÓRTEX VISUAL.
  • Evidência 2 (paciente 2): "inibição NÃO aconteceu" → a luz NÃO chegou ao hipotálamo → a lesão é ANTES da bifurcação: retina ou nervo óptico.
  • Síntese: paciente 1 = córtex visual (ou tálamo); paciente 2 = retina (ou nervo óptico). Cruzando com as alternativas disponíveis, paciente 1 = córtex visual, paciente 2 = retina.

🧠 Passo 4 — Resolução Completa (Passo a Passo)

Subpasso 4.1 — Mapear o fluxo do esquema Retina → Nervo óptico → (ramo 1) Tálamo → Córtex visual (percepção visual) ↘ (ramo 2) Hipotálamo → Glândula pineal (controle da melatonina)

Subpasso 4.2 — Analisar o paciente 1

  • Perda de visão + melatonina inibida pela luz.
  • O ramo 2 (hipotálamo→pineal) funciona → a informação da retina atravessa nervo óptico e chega ao hipotálamo.
  • Logo, retina e nervo óptico estão ÍNTEGROS.
  • A perda de visão está no ramo 1: tálamo ou CÓRTEX VISUAL. → Paciente 1 = CÓRTEX VISUAL.

Subpasso 4.3 — Analisar o paciente 2

  • Perda de visão + melatonina NÃO inibida (luz não chega ao hipotálamo).
  • A luz não percorreu a via desde a retina. Logo, lesão na RETINA ou no nervo óptico.
  • Cruzando com as alternativas: paciente 2 = RETINA.

Subpasso 4.4 — Verificação Alternativa B: "córtex visual e retina" — encaixa exatamente com paciente 1 (córtex visual) e paciente 2 (retina).

✅❌ Passo 5 — Análise Crítica de Todas as Alternativas

A) retina e nervo óptico.Incorreta: se o paciente 1 tivesse lesão na retina, a luz não chegaria ao hipotálamo e a melatonina NÃO seria inibida — mas foi. Contradição.

B) córtex visual e retina.Correta: paciente 1 tem lesão APÓS a bifurcação (córtex visual) — por isso a via do hipotálamo funciona e a melatonina é inibida; paciente 2 tem lesão ANTES da bifurcação (retina) — por isso nenhuma informação chega ao hipotálamo.

C) nervo óptico e tálamo.Incorreta: paciente 1 com nervo óptico lesado bloquearia também a via do hipotálamo e a melatonina não seria inibida.

D) tálamo e córtex visual.Incorreta: nenhum dos dois estruturas afeta a inibição da melatonina; não explica por que no paciente 2 a melatonina não foi inibida (paciente 2 teria que ter lesão antes da bifurcação).

E) hipotálamo e glândula pineal.Incorreta: lesão no hipotálamo/pineal não causa perda visual; afeta apenas o ritmo circadiano. O enunciado fala explicitamente em perda de visão.

🏆 Gabarito: B — paciente 1 (córtex visual) perde visão mas mantém a via hipotalâmica; paciente 2 (retina) perde tudo antes da bifurcação.

🏁 Passo 6 — Conclusão, Generalização e Dica de Prova

  • Reafirmação do gabarito: B — a lógica do "antes" e "depois" da bifurcação define tudo.
  • Padrão de cobrança: ENEM cobra leitura de esquemas fisiológicos + raciocínio clínico (inferir lesão a partir de sintomas).
  • Generalização: lesão proximal afeta todas as vias descendentes; lesão distal afeta só o ramo específico.
  • Dica de eliminação rápida: paciente 2 NÃO inibe melatonina → lesão antes do hipotálamo (retina ou nervo óptico). Entre as alternativas, só B e A atendem ao paciente 2. Em A, ambos pacientes estão antes da bifurcação e NENHUM deveria inibir melatonina — contradição. Logo, B.
  • Conexões com outros temas: ritmos circadianos, sistema endócrino (glândula pineal), integração neuroendócrina.

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