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Questão 82ENEM 2025 BelémCaderno azul · 1º Dia

Pouco antes do Natal de 2020, a questão emergiu de vez: "o armagedom dos chips" (ou chipageddon, como o fenômeno tem sido chamado em inglês) já é uma realidade, inclusive na indústria automobilística. Os carros novos geralmente incluem mais de 100 microprocessadores — e os fabricantes simplesmente não conseguem mais fornecer todos eles.

KELION, L. "Armagedom dos chips" já provoca desde escassez de videogames até disputas geopolíticas. Disponível em: www.bbc.com. Acesso em: 20 out. 2021 (adaptado).

A crise no setor econômico citado no texto tem relação com o modelo produtivo caracterizado pelo(a)

Alternativas

Resolução

📋 Ficha da Questão

  • 📚 Matérias Necessárias: Geografia → Modelo toyotista/pós-fordista e cadeias globais de valor
  • ⚡ Nível: Médio — exige associar escassez global de chips à fragmentação espacial da produção.
  • 🎯 Tema/Habilidade BNCC: Globalização, indústria e reestruturação produtiva contemporânea.
  • 🏆 Gabarito: E — revelado após resolução completa

🔎 Passo 1 — Leitura Estratégica do Comando

  • Comando reformulado: "A crise dos chips (chipageddon) decorre de qual característica do modelo produtivo atual?"
  • Palavras-chave decisivas: carros com 100 microprocessadores, fabricantes não conseguem fornecer, disputas geopolíticas, escassez.
  • Armadilha típica: confundir a crise com excesso de estoque ou de padronização — é justamente o oposto (estoque enxuto, componentes dispersos).
  • O que a resposta precisa demonstrar: que o modelo produtivo atual FRAGMENTA a produção entre muitas empresas e países, o que amplia a vulnerabilidade a rupturas.

📚 Passo 2 — Mapa de Conceitos Essenciais

  • Toyotismo/pós-fordismo: produção flexível, just-in-time, estoque mínimo, terceirização.
  • Fragmentação produtiva: cada peça é fabricada em um país diferente (chips em Taiwan, montagem em outro país, design em outro).
  • Cadeia global de valor: rede internacional em que uma ruptura pontual (pandemia, guerra, incêndio em fábrica) afeta o mundo todo.
  • Chipageddon (2020–2022): escassez mundial de semicondutores que paralisou a indústria automotiva.

🧭 Passo 3 — Decodificação do Enunciado

  • Evidência 1: "carros novos incluem mais de 100 microprocessadores" → produção automobilística depende de peças eletrônicas feitas por terceiros.
  • Evidência 2: "os fabricantes simplesmente não conseguem fornecer todos eles" → a cadeia está fragmentada e rompida.
  • Síntese: a crise revela que o modelo produtivo é FRAGMENTADO (partes feitas em diversos locais por diferentes empresas).

🧠 Passo 4 — Resolução Completa (Passo a Passo)

Subpasso 4.1 — Caracterizar o modelo atual Indústria automobilística (e global) opera com produção fragmentada: cada componente vem de um fornecedor especializado, em diferentes países. Produção just-in-time, estoque enxuto.

Subpasso 4.2 — Explicar a crise Quando um elo da cadeia falha (pandemia afetando Taiwan, guerra comercial EUA-China), toda a montadora para. A escassez revela a VULNERABILIDADE da fragmentação.

Subpasso 4.3 — Verificação "Fragmentação da produção" é a expressão exata do modelo que causa a crise. Confirma E.

✅❌ Passo 5 — Análise Crítica de Todas as Alternativas

A) crescimento do estoque.Incorreta: o modelo atual (toyotista) opera com estoque MÍNIMO — o oposto do que afirma a alternativa.

B) aumento da padronização.Incorreta: a produção atual é diversificada/flexível, não padronizada como no fordismo.

C) desenvolvimento da tecnologia.Incorreta: o avanço tecnológico é causa da DEMANDA por chips, não da crise de oferta — que é logística.

D) diminuição da terceirização.Incorreta: é o inverso — o modelo atual TERCEIRIZA cada vez mais, o que aprofunda a fragmentação.

E) fragmentação da produção.Correta: a produção dispersa em cadeia global (chips em um país, design em outro, montagem em outro) é exatamente o que torna o sistema vulnerável à crise.

🏆 Gabarito: E — a fragmentação da cadeia produtiva explica o chipageddon.

🏁 Passo 6 — Conclusão, Generalização e Dica de Prova

  • Reafirmação do gabarito: E é a única alternativa que traduz o modelo toyotista/globalizado responsável pela crise.
  • Padrão de cobrança: ENEM cobra fordismo × toyotismo e cadeias globais de valor.
  • Generalização: no pós-fordismo, produção fragmentada + just-in-time = alta eficiência, mas alta vulnerabilidade.
  • Dica de eliminação rápida: descarte "crescimento de estoque" e "padronização" — são traços fordistas, não atuais.
  • Conexões com outros temas: globalização, guerra comercial EUA-China, pandemia e economia, indústria 4.0.

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