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Questão 35ENEM 2025 BelémCaderno azul · 1º Dia

Certo sábado, o sinhô José Carlos recebeu visitas, sete ou oito homens da capital. Eram pessoas importantes, pois nós, da cozinha, trabalhamos muito preparando quitutes sob a supervisão da sinhá Ana Felipa, que acompanhava tudo de caderno em punho e língua afiada. Depois de cada prato pronto, ela experimentava e jogava fora o que não ficava bom, no lixo mesmo, não sem antes jogar água ou fazer qualquer outra coisa para que nós não pudéssemos aproveitar.

Fazia isso dizendo que preto não tinha paladar para apreciar aquele tipo de comida e nem ela queria ser acusada de ter alimentado escravos com comida digna de reis, mesmo que estragada pela nossa incompetência, pelo nosso dom de fazer somente a ração a que estávamos acostumados todos os dias. O Sebastião e a Antônia, que serviriam os pratos, ganharam fardas novas. Ficaram horas com a sinhá Ana Felipa, que mostrou de que lado de cada pessoa deveriam servir à mesa, a ordem em que os pratos sairiam da cozinha e depois seriam retirados, como encher os copos, e outras coisas.

GONÇALVES, A. M. Um defeito de cor. Rio de Janeiro: Record, 2010.

Nesse trecho do romance, as tensões do contexto narrativo refletem-se na

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