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Questão 1ENEM 2024 PPL

Gente de sangre Aymara

Aymaras, quechuas...

nunca se olviden de nuestros antepasados,

quienes por nosotros derramaron su sangre,

quienes han dado su vida por defendernos.

Han sufrido el desdén muy aciago,

han sido flagelados con tralla,

han pasado voraz hambre, quemados por el sol,

han soportado frío, chancados por la granizada,

ahuyentados por los rayos,

perecieron alicaídos; por nuestro bien.

Desde hace mucho tiempo..., hace millones y millones de años,

han querido desaparecer nuestra gente de sangre Aymara...

Nuestra gente de sangre Aymara, ¡De donde sea

seguirá apareciendo!

Así como dijo nuestro tatarabuelo Aymara, Túpac Catari,

a mí solo me mataran,

después de mí, vendrán millones de millones en defensa...

Aymaras, quechuas,

vivirán siempre, para siempre y eternamente.

Nuestra gente de sangre Aymara,

¡aparecerá siempre de cualquier lugar!

HUANCA-VELÁSQUEZ, S. Disponível em: www.defensoria.gob.pe. Acesso em: 25 out. 2021.

A diversidade cultural no poema do escritor peruano é percebida por meio da

Alternativas

Resolução

📋 Ficha da Questão

  • Matérias necessárias: Espanhol — interpretação de texto literário; História e Sociologia da América Latina (povos originários andinos)
  • Nível: Médio
  • Tema/Habilidade BNCC: EM13LGG401 — reconhecer produções culturais em língua estrangeira como manifestação de identidades; H6 do ENEM (relacionar textos a seus contextos histórico-culturais)
  • Gabarito: revelado no Passo 6

🔎 Passo 1 — Leitura Estratégica do Comando

  • Comando reformulado: De que modo o poema apresenta a diversidade cultural dos povos andinos?
  • Palavras-chave decisivas: "diversidade cultural", "percebida por meio da", "escritor peruano"
  • Armadilha típica: parar no tema aparente (sofrimento / antepassados) e ignorar a virada final do poema — a afirmação de permanência do grupo
  • O que a resposta precisa demonstrar: que a diversidade cultural se revela pela exaltação de um coletivo étnico específico (aymaras e quéchuas) e de sua capacidade de resistir e continuar existindo

📚 Passo 2 — Mapa de Conceitos Essenciais

  • Aymaras e quéchuas: povos originários dos Andes (Peru, Bolívia, Chile, Equador, Argentina), cujas línguas e culturas resistiram à colonização espanhola e permanecem vivas hoje
  • Túpac Catari: líder aymara do séc. XVIII que se rebelou contra o domínio espanhol; sua frase "a mí solo me mataran, después de mí vendrán millones" virou símbolo de resistência indígena
  • Resiliência étnica: capacidade de um grupo étnico manter sua identidade, sua língua e sua presença apesar de séculos de violência e de tentativas de apagamento
  • Diversidade cultural: existência e valorização de múltiplas culturas — não é só listar sofrimento, é reconhecer uma cultura específica como legítima e presente

🧭 Passo 3 — Decodificação do Enunciado

  • Evidência 1: "Han sufrido el desdén... han sido flagelados... han pasado voraz hambre" — o sofrimento aparece, mas como CONTEXTO histórico, não como tema central
  • Evidência 2: "han querido desaparecer nuestra gente de sangre Aymara" + "¡De donde sea seguirá apareciendo!" — tentaram apagar o povo, mas ele volta a aparecer
  • Evidência 3 (decisiva): "Aymaras, quechuas, vivirán siempre, para siempre y eternamente" — afirmação explícita da permanência coletiva do grupo étnico
  • Síntese: o poema nomeia dois grupos étnicos andinos e afirma sua força para continuar existindo apesar da violência — a diversidade cultural aparece como celebração da resiliência desses grupos

🧠 Passo 4 — Resolução Completa

4.1 — Identificar o sujeito coletivo do poema. O poema é assinado por Huanca-Velásquez, peruano, e nomeia no primeiro e último verso "Aymaras, quechuas" — dois povos originários andinos. Não é um eu lírico isolado: é uma voz coletiva falando de/para um grupo étnico.

4.2 — Seguir o movimento do poema. A primeira estrofe convoca a memória dos antepassados; a segunda lista os sofrimentos; a terceira inverte o jogo: quiseram extinguir o povo, mas ele seguirá aparecendo; a quarta cita Túpac Catari e afirma a permanência eterna. O arco vai de violência → resistência → continuidade.

4.3 — Cruzar arco do poema com alternativas. "Diversidade cultural" só se revela quando um grupo específico é identificado E valorizado. A única alternativa que casa nome do grupo ("grupos étnicos") + celebração de sua força ("resiliência") é a D.

✅❌ Passo 5 — Análise Crítica de Todas as Alternativas

  • ❌ A) alusão à perenidade das pessoas — "pessoas" é genérico e individualizante; o poema fala de povos, não de seres humanos em abstrato. Perde o núcleo étnico.
  • ❌ B) menção ao sofrimento dos cidadãos — o sofrimento é apenas ponto de partida; o poema vai além, afirmando a permanência. Além disso, "cidadãos" apaga a especificidade étnica.
  • ❌ C) memória de práticas religiosas ancestrais — o poema não descreve ritos, divindades, cerimônias ou práticas espirituais. Alternativa sem base textual.
  • ✅ D) valorização da resiliência de grupos étnicos — combina os dois eixos essenciais do texto: grupos étnicos nomeados (aymaras e quéchuas) e sua força para resistir e continuar existindo.
  • ❌ E) homenagem aos antepassados — captura apenas a primeira estrofe ("nunca se olviden de nuestros antepasados"), mas ignora o movimento maior do poema: a afirmação do futuro do povo, não só do passado.

🏁 Passo 6 — Conclusão, Generalização e Dica de Prova

  • 🏆 Gabarito: D. A diversidade cultural se revela pela valorização da resiliência dos povos aymara e quéchua, que resistem às tentativas de apagamento e afirmam sua continuidade eterna.
  • Padrão de cobrança: o ENEM gosta de poesia latino-americana que dá voz a povos originários — a resposta quase sempre envolve identidade coletiva, resistência e valorização cultural, nunca só sentimento individual.
  • Generalização: quando um texto nomeia um grupo étnico específico E afirma sua persistência apesar de opressões, a resposta será resiliência / resistência / continuidade étnica.
  • Dica de eliminação: corte alternativas que usam termos genéricos ("pessoas", "cidadãos") quando o texto nomeia um grupo específico — o ENEM pune quem perde a especificidade.
  • Conexões com outros temas: dialoga com Ciências Humanas (colonização espanhola na América, movimentos indígenas, cosmovisão andina) e com Sociologia (identidade, etnicidade, lutas por reconhecimento).

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