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NaturezaBiologiaMédio

Questão 96ENEM 2025 BelémCaderno azul · 2º Dia

A febre maculosa brasileira é uma doença infecciosa febril aguda e com elevada taxa de letalidade. A transmissão se dá pela picada do carrapato do gênero Amblyomma infectado pela bactéria Rickettsia rickettsii. As capivaras e os cavalos assumem grande importância na cadeia epidemiológica da doença, pois são os principais reservatórios dos carrapatos transmissores.

Disponível em: http://portalsaude.saude.gov.br. Acesso em: 27 jun. 2015 (adaptado).

Que medida preventiva é importante para prevenir a transmissão dessa doença?

Alternativas

Resolução

📋 Ficha da Questão

  • 📚 Matérias Necessárias: Biologia → Parasitologia e Saúde Pública (febre maculosa e controle de vetores)
  • ⚡ Nível: Médio — exige raciocínio sobre a cadeia de transmissão e medidas específicas para o vetor
  • 🎯 Tema/Habilidade BNCC: Parasitoses, saúde coletiva e controle de vetores (competência de área 8, H30)
  • 🏆 Gabarito: [LETRA] — revelado após resolução completa

🔎 Passo 1 — Leitura Estratégica do Comando

  • Comando reformulado: "Qual medida é importante para PREVENIR a transmissão da febre maculosa?"
  • Palavras-chave decisivas: febre maculosa, carrapato Amblyomma, capivaras e cavalos (reservatórios), prevenção
  • Armadilha típica: marcar medidas voltadas para outras doenças (telas contra mosquitos, reservatórios de água contra dengue, alimentos contra leptospirose). A febre maculosa é transmitida por CARRAPATO.
  • O que a resposta precisa demonstrar: entender que prevenir a febre maculosa exige controlar o VETOR (carrapato).

📚 Passo 2 — Mapa de Conceitos Essenciais

  • Febre maculosa: zoonose bacteriana causada por Rickettsia rickettsii.
  • Vetor: carrapato do gênero Amblyomma (principal: A. sculptum e A. cajennense).
  • Reservatórios: capivaras, cavalos, pequenos mamíferos.
  • Transmissão: picada do carrapato infectado.
  • Controle biológico: uso de organismos antagonistas (ex.: fungos entomopatogênicos, predadores naturais) para reduzir população do vetor.
  • Medidas contra OUTROS agravos (para eliminação):
  • Telas em portas: insetos voadores (dengue, malária).
  • Reservatórios de água fechados: dengue (Aedes aegypti).
  • Sobras de alimento: roedores/leptospirose.
  • Tratar doentes: combate à doença, não previne transmissão do vetor (que se dá por carrapato em natureza).

🧭 Passo 3 — Decodificação do Enunciado

  • Evidência 1: "transmissão se dá pela picada do carrapato" → prevenir = controlar o CARRAPATO.
  • Evidência 2: "capivaras e cavalos são reservatórios dos carrapatos" → o ciclo envolve animais silvestres e domésticos, exigindo manejo ambiental.
  • Síntese: a única alternativa que atua sobre o VETOR (carrapato) é o "controle biológico do vetor".

🧠 Passo 4 — Resolução Completa (Passo a Passo)

Subpasso 4.1 — Identificar o vetor Texto: "picada do carrapato Amblyomma infectado". O vetor é o CARRAPATO.

Subpasso 4.2 — Princípios de controle de vetores

  • Controle químico: acaricidas/pesticidas.
  • Controle biológico: predadores naturais, fungos entomopatogênicos (Metarhizium anisopliae), parasitoides.
  • Controle mecânico/ambiental: manejo da vegetação, remoção de hospedeiros amplificadores.
  • Proteção individual: roupas longas, repelentes.

Subpasso 4.3 — Análise direcionada das alternativas

  • A) Tratar doentes: tratamento terapêutico, não profilaxia da transmissão — além disso, a transmissão não é pessoa-pessoa.
  • B) Telas em portas: carrapatos não voam nem entram por janelas como mosquitos; são adquiridos em áreas com vegetação.
  • C) Retirar sobras de alimento: medida para roedores (leptospirose), não para carrapatos.
  • D) Controle biológico do vetor: ataca diretamente o carrapato → única medida coerente com a cadeia epidemiológica. ✅
  • E) Reservatórios de água fechados: medida contra Aedes aegypti (dengue).

Subpasso 4.4 — Verificação A medida preventiva coerente é o controle biológico do VETOR (carrapato) → alternativa D.

✅❌ Passo 5 — Análise Crítica de Todas as Alternativas

A) Tratar os doentes.Incorreta: é medida TERAPÊUTICA (ajuda o paciente), mas NÃO PREVINE transmissão, pois a bactéria não é transmitida pessoa-pessoa; é adquirida de carrapato no ambiente. Tratar o doente não interfere na cadeia de transmissão.

B) Utilizar telas em portas domiciliares.Incorreta: telas barram insetos voadores (mosquitos). Carrapatos não voam; são adquiridos em contato com vegetação e animais reservatórios fora de casa.

C) Retirar sobras de alimento dos quintais.Incorreta: essa é medida contra ratos e roedores sinantrópicos (leptospirose). Não interfere na biologia do carrapato Amblyomma.

D) Fazer o controle biológico do vetor.Correta: o controle biológico (ex.: uso de fungos entomopatogênicos como Metarhizium anisopliae sobre carrapatos) reduz a população do Amblyomma, interrompendo a cadeia de transmissão da febre maculosa. É a única ação direta sobre o vetor.

E) Manter fechados os reservatórios de água.Incorreta: medida contra Aedes aegypti (dengue, zika, chikungunya, febre amarela urbana). O carrapato não se reproduz em água parada.

🏆 Gabarito: D — o controle biológico do vetor (carrapato Amblyomma) é a medida preventiva adequada.

🏁 Passo 6 — Conclusão, Generalização e Dica de Prova

  • Reafirmação do gabarito: apenas D ataca o elo correto da cadeia — o VETOR.
  • Padrão de cobrança: ENEM frequentemente apresenta doenças e pede a medida preventiva ESPECÍFICA. Identifique o vetor/reservatório primeiro.
  • Generalização: cadeia epidemiológica = agente + reservatório + vetor + hospedeiro. A prevenção deve interromper um desses elos; cada doença tem seu elo "mais fraco".
  • Dica de eliminação rápida: tabela mental — • Dengue → água parada. • Leptospirose → lixo/ratos. • Febre maculosa → carrapato. • Doença de Chagas → barbeiro/casas de alvenaria.
  • Conexões com outros temas: zoonoses emergentes, uma só saúde (One Health), equilíbrio ecológico e proliferação de hospedeiros.

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