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Questão 5ENEM 2024 PPL

Una noticia causó revuelo en los medios de comunicación de Perú y se extendió al resto del mundo: el idioma de los incas había llegado a la más alta esfera académica. Roxana Quispe Collantes, estudiosa del quechua, presentó su tesis doctoral y la defendió en esa lengua indígena. "Mi sueño era que la lengua originaria quechua entrara a la academia, a las investigaciones científicas porque es mi identidad y se puede demostrar que no es menos que otras lenguas. Ninguna lengua es menos que otra, todas son importantísimas", afirma.

Desde niña, Roxana aprendió a valorar su lengua y tuvo la inquietud de que todos reconocieran su riqueza e importancia, por eso se impuso el desafío de presentar a la academia un trabajo escrito y defendido en quechua.

La tesis es una propuesta de análisis de textos literarios en quechua que revisa el poemario Yawar, una palabra que significa "lluvia de sangre", del autor cusqueño Andrés Alencastre Gutiérrez, considerado una cumbre de la poesía en quechua, desde una perspectiva que plantea tener en cuenta las tradiciones culturales y de escritura del quechua.

Disponível em: https://news.un.org. Acesso em: 28 out. 2021.

A conquista da pesquisadora Roxana Quispe Collantes, ao escrever e defender sua tese em quéchua, revela a

Alternativas

Resolução

📋 Ficha da Questão

  • Matérias necessárias: Espanhol — interpretação de texto jornalístico; cidadania linguística e povos originários andinos
  • Nível: Fácil
  • Tema/Habilidade BNCC: EM13LGG401 — reconhecer produções culturais em língua estrangeira como manifestação de identidades; H5 do ENEM (associar vários contextos culturais a textos)
  • Gabarito: revelado no Passo 6

🔎 Passo 1 — Leitura Estratégica do Comando

  • Comando reformulado: O que o feito de Roxana (defender tese em quéchua) significa para além da conquista pessoal?
  • Palavras-chave decisivas: "conquista", "revela", "escrever e defender sua tese em quéchua"
  • Armadilha típica: escolher alternativa "pessoal" (A: realização de projetos) quando a pergunta pede o que a conquista REVELA — ou seja, o significado coletivo/cultural, não apenas o individual
  • O que a resposta precisa demonstrar: captar que a tese marca a entrada de uma língua indígena (quéchua) num espaço historicamente dominado por línguas coloniais — é gesto de valorização no ambiente acadêmico

📚 Passo 2 — Mapa de Conceitos Essenciais

  • Quéchua (quechua): língua originária andina falada por cerca de 8-10 milhões de pessoas no Peru, Bolívia, Equador, Chile, Colômbia e Argentina. Foi a língua franca do Império Inca
  • Ambiente acadêmico: espaço historicamente monopolizado por línguas coloniais (espanhol, inglês). Defender tese em quéchua rompe esse monopólio
  • "Ninguna lengua es menos que otra": frase-chave de Roxana: afirma a igualdade de status entre línguas — língua originária = língua colonial em dignidade científica
  • Valorização: ato de reconhecer o valor de algo historicamente desprezado. Aqui, trazer o quéchua para a mais alta esfera acadêmica é valorização simbólica e institucional

🧭 Passo 3 — Decodificação do Enunciado

  • Evidência 1: "el idioma de los incas había llegado a la más alta esfera académica" — o feito é explicitamente situado no ambiente acadêmico
  • Evidência 2: "Mi sueño era que la lengua originaria quechua entrara a la academia, a las investigaciones científicas" — Roxana declara explicitamente o objetivo: inserir a língua indígena na academia
  • Evidência 3 (decisiva): "Ninguna lengua es menos que otra" — afirmação que posiciona o quéchua em igualdade acadêmica com outras línguas, materializando a valorização institucional
  • Síntese: o texto todo converge para um único ponto — a entrada formal da língua quéchua (indígena) em um espaço acadêmico de alto prestígio. Isso é valorização de uma língua indígena no ambiente acadêmico

🧠 Passo 4 — Resolução Completa

4.1 — Separar conquista pessoal de significado coletivo. O texto destaca "sueño" e "desafío" pessoais de Roxana, mas a pergunta cobra o que a conquista REVELA — ou seja, o alcance maior, além do individual.

4.2 — Identificar os dois elementos: língua + espaço. Língua = quéchua (originária, indígena). Espaço = a "más alta esfera académica" (academia, investigações científicas). A combinação é o núcleo.

4.3 — Casar com a alternativa. "Valorização de uma língua indígena no ambiente acadêmico" (C) reúne exatamente os dois elementos identificados. Nenhuma outra alternativa faz essa combinação.

✅❌ Passo 5 — Análise Crítica de Todas as Alternativas

  • ❌ A) importância da realização dos projetos pessoais — reduz a conquista ao plano individual. O texto trata claramente de um feito de significado coletivo e institucional
  • ❌ B) necessidade de exposição a outras línguas na infância — o texto diz que "desde niña, Roxana aprendió a valorar su lengua", mas isso não é o que a CONQUISTA revela — é apenas contexto biográfico
  • ✅ C) valorização de uma língua indígena no ambiente acadêmico — casa perfeitamente: língua indígena (quéchua) + ambiente acadêmico (más alta esfera) + gesto valorativo (igualar-se a outras línguas)
  • ❌ D) ampliação do espaço concedido na mídia aos temas indígenas — a mídia apenas RELATOU a conquista; a conquista em si não é midiática, é acadêmica. Distrator que confunde cobertura com conteúdo
  • ❌ E) vantagem do estudo da poesia em sua própria língua de produção — a tese analisa poesia (Yawar, de Alencastre), mas a conquista não é sobre vantagem metodológica do estudo — é sobre a língua enquanto tal entrar na academia

🏁 Passo 6 — Conclusão, Generalização e Dica de Prova

  • 🏆 Gabarito: C. A tese defendida em quéchua revela a valorização de uma língua indígena no ambiente acadêmico — uma língua originária entra em pé de igualdade na mais alta esfera científica.
  • Padrão de cobrança: quando o ENEM destaca uma conquista individual de alguém de grupo minorizado, a resposta quase sempre aponta o alcance coletivo/institucional, não só o pessoal.
  • Generalização: línguas originárias + espaços institucionais historicamente fechados (academia, poder judiciário, mídia oficial) = tema de valorização cultural e cidadania linguística.
  • Dica de eliminação: alternativas que reduzem o tema ao plano pessoal (projetos, trajetória de vida) ou metodológico (vantagens de estudar em X língua) tendem a ser distratores quando o texto trata de marco simbólico-institucional.
  • Conexões com outros temas: dialoga com línguas cooficiais no Brasil (nheengatu, tukano, baniwa em São Gabriel da Cachoeira/AM), Lei 14.402/22 e políticas linguísticas latino-americanas para povos originários.

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