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NaturezaBiologiaFácil

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Questão 130ENEM 2022Caderno azul · 2º Dia

No processo de captação da luz pelo olho para a formação de imagens estão envolvidas duas estruturas celulares: os cones e os bastonetes. Os cones são sensíveis à energia dos fótons, e os bastonetes, à quantidade de fótons incidentes. A energia dos fótons que compõem os raios luminosos está associada à sua frequência, e a intensidade, ao número de fótons incidentes.

Um animal que tem bastonetes mais sensíveis irá

Alternativas

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Resolução

Ficha da Questão

  • 📚 Matérias Necessárias: Biologia → Fisiologia humana — sistema nervoso e órgãos do sentido (visão: cones e bastonetes)
  • ⚡ Nível: Fácil — exige relacionar uma propriedade declarada no enunciado (sensibilidade dos bastonetes a quantidade de fótons) ao desempenho visual em condições de pouca luz
  • 🎯 Tema/Habilidade BNCC: Estruturas e funções dos sistemas biológicos — receptores sensoriais e adaptação ao ambiente
  • 🏆 Gabarito: revelado após resolução completa

Passo 1 — Leitura Estratégica do Comando

  • Comando reformulado: "Qual é a consequência funcional, para um animal, de ter bastonetes mais sensíveis do que o normal?"
  • Palavras-chave decisivas: bastonetes mais sensíveis, quantidade de fótons, animal
  • Armadilha típica: confundir o papel dos bastonetes com o dos cones e marcar alternativas que falam de cores (A ou E) ou de espectro visível (B). O enunciado já entrega: cones → energia (cor); bastonetes → quantidade (intensidade luminosa). Outra armadilha é supor que "mais sensível" significa "precisa de mais luz" (D), quando o oposto é verdadeiro.
  • O que a resposta precisa demonstrar: entendimento de que bastonetes processam intensidade luminosa, e portanto bastonetes mais sensíveis permitem detectar imagens com pouquíssima luz disponível.

Passo 2 — Mapa de Conceitos Essenciais

  • Cones: células fotorreceptoras concentradas na fóvea, responsáveis pela visão em cores e por detalhes finos. Existem três tipos (sensíveis a comprimentos de onda do vermelho, verde e azul). Como o enunciado afirma, são sensíveis à energia (frequência) dos fótons. Funcionam bem apenas em ambientes com boa iluminação — por isso à noite enxergamos quase sem cor.
  • Bastonetes: células fotorreceptoras distribuídas na periferia da retina, responsáveis pela visão em preto e branco e pela detecção de luz fraca. São sensíveis à quantidade (intensidade, número) de fótons. Possuem a rodopsina, pigmento que se decompõe mesmo com poucos fótons, gerando potencial de ação no nervo óptico.
  • Sensibilidade × intensidade luminosa: quanto mais sensível um receptor à quantidade de fótons, menos fótons ele precisa para disparar um sinal. Logo, em ambientes escuros (poucos fótons disponíveis), o receptor mais sensível ainda consegue gerar imagem; o menos sensível "fica no escuro".
  • Adaptações em animais noturnos: corujas, gatos, ratos e outras espécies de hábito noturno têm retina dominada por bastonetes (e ainda apresentam estruturas como o tapetum lucidum). Animais diurnos como primatas têm proporção maior de cones, com visão em cores mais rica e melhor desempenho em luz forte.

Passo 3 — Decodificação do Enunciado

  • Evidência 1: "os cones são sensíveis à energia dos fótons, e os bastonetes, à quantidade de fótons incidentes" → o enunciado separa explicitamente as funções: quem detecta cor (frequência/energia) é o cone; quem detecta brilho (intensidade/quantidade) é o bastonete.
  • Evidência 2: "A energia dos fótons que compõem os raios luminosos está associada à sua frequência, e a intensidade, ao número de fótons incidentes" → reforço da equivalência: bastonetes percebem intensidade luminosa.
  • Evidência 3: "Um animal que tem bastonetes mais sensíveis irá" → pergunta direta sobre o ganho funcional dessa hipersensibilidade.
  • Síntese: se bastonetes capturam intensidade e este animal tem bastonetes mais sensíveis, ele consegue gerar imagem mesmo com pouquíssima luz disponível, ou seja, enxerga bem em ambientes mal iluminados.

Passo 4 — Resolução Completa (Passo a Passo)

Subpasso 4.1 — Filtrar alternativas que envolvem cor

O enunciado deixa claro que a percepção de cor depende dos cones, não dos bastonetes. Bastonetes mais sensíveis não alteram a discriminação de cores. Logo, qualquer alternativa que mencione daltonismo (A) ou distinção de cores em ambientes iluminados (E) está fora do alvo do enunciado.

Subpasso 4.2 — Filtrar alternativas que envolvem o espectro visível

A alternativa B fala em "perceber cores fora do espectro do visível". Isso exigiria fotorreceptores sensíveis a frequências fora da faixa visível (UV ou infravermelho), o que não tem nada a ver com a quantidade de fótons captados pelos bastonetes. A sensibilidade dos bastonetes é à intensidade dentro do espectro normal de operação da retina, não à frequência.

Subpasso 4.3 — Comparar D e C

A alternativa D afirma que o animal "necessita de mais luminosidade para enxergar". Isso é o oposto do que se espera de um receptor mais sensível: se ele dispara com poucos fótons, precisa de menos luz, não de mais. A alternativa C — "enxergar bem em ambientes mal iluminados" — é exatamente o significado funcional de "bastonete mais sensível à quantidade de fótons".

Subpasso 4.4 — Verificação biológica

Animais de hábito noturno (corujas, gatos, ratos) possuem retina rica em bastonetes e enxergam em iluminação muito reduzida. A relação "mais bastonetes / bastonetes mais sensíveis ↔ visão noturna" é um padrão clássico em fisiologia comparada e confirma que C é a alternativa correta.

Passo 5 — Análise Crítica de Todas as Alternativas

A) apresentar daltonismo.

Incorreta: daltonismo é uma deficiência na percepção de cores, vinculada aos cones (especificamente a deficiências nos cones sensíveis ao vermelho ou ao verde). Bastonetes mais sensíveis não interferem na discriminação cromática — não causam nem corrigem daltonismo.

B) perceber cores fora do espectro do visível.

Incorreta: perceber cores fora do visível dependeria de fotopigmentos sensíveis a frequências (UV ou IV) diferentes das normais — propriedade dos cones, não dos bastonetes. Sensibilidade à quantidade de fótons não amplia o espectro de frequências detectadas.

C) enxergar bem em ambientes mal iluminados.

Correta: se o bastonete é o receptor especializado em detectar intensidade luminosa e este animal tem bastonetes ainda mais sensíveis, ele consegue gerar imagem mesmo quando há poucos fótons disponíveis no ambiente — exatamente o que define a visão noturna.

D) necessitar de mais luminosidade para enxergar.

Incorreta: inverte a lógica. Maior sensibilidade significa que o receptor dispara com menos estímulo. Logo, o animal precisa de menos luz, não de mais. Quem precisa de muita luz é o sistema dominado por cones (visão diurna).

E) fazer uma pequena distinção de cores em ambientes iluminados.

Incorreta: distinção de cores depende dos cones, e o desempenho dos cones em ambientes iluminados nada tem a ver com a sensibilidade dos bastonetes. A alternativa mistura conceitos: ambiente claro (que ativa cones) com cor (função dos cones), enquanto a pergunta foca em bastonetes.

🏆 Gabarito: C — bastonetes mais sensíveis à quantidade de fótons disparam mesmo com pouca luz disponível, garantindo visão em ambientes mal iluminados.

Passo 6 — Conclusão, Generalização e Dica de Prova

  • Reafirmação do gabarito: o enunciado entrega a chave logística — cones percebem energia (cor), bastonetes percebem quantidade (intensidade). Mais sensibilidade à intensidade equivale a precisar de menos fótons, ou seja, enxergar bem no escuro.
  • Padrão de cobrança: o ENEM gosta de questões que descrevem uma estrutura biológica com propriedades específicas e pedem inferência funcional. Aqui, o vocabulário "energia × intensidade" foi traduzido para "cor × brilho" no contexto da visão.
  • Generalização: receptores sensoriais com maior sensibilidade detectam estímulos mais fracos. Vale para audição (limiar auditivo baixo → ouve sons fracos), olfato (limiar baixo → detecta pouca quantidade da substância) e visão (limiar baixo → enxerga com pouca luz).
  • Dica de eliminação rápida: marque a oposição lógica entre "mais sensível" e "precisar de mais estímulo" — D já cai. Cor depende de cones — A, B e E saem. Sobra apenas C.
  • Conexões com outros temas: órgãos dos sentidos e arco reflexo (Fisiologia Humana); adaptações ecológicas em animais noturnos (Ecologia); natureza ondulatória da luz, frequência e intensidade (Física — Ondulatória).

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