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HumanasFilosofiaMédio

Questão 52ENEM 2018Caderno azul · 1º Dia

TEXTO I

Tudo aquilo que é válido para um tempo de guerra, em que todo homem é inimigo de todo homem, é válido também para o tempo durante o qual os homens vivem sem outra segurança senão a que lhes pode ser oferecida por sua própria força e invenção.

HOBBES, T. Leviatã. São Paulo: Abril Cultural, 1983.

TEXTO II

Não vamos concluir, com Hobbes que, por não ter nenhuma ideia de bondade, o homem seja naturalmente mau. Esse autor deveria dizer que, sendo o estado de natureza aquele em que o cuidado de nossa conservação é menos prejudicial à dos outros, esse estado era, por conseguinte, o mais próprio à paz e o mais conveniente ao gênero humano.

ROUSSEAU, J.-J. Discurso sobre a origem e o fundamento da desigualdade entre os homens.
São Paulo: Martins Fontes, 1993 (adaptado).

Os trechos apresentam divergências conceituais entre autores que sustentam um entendimento segundo o qual a igualdade entre os homens se dá em razão de uma

Alternativas

Resolução

Ficha da Questão

  • Matérias Necessárias: Filosofia Moderna → contratualismo; estado de natureza; Hobbes × Rousseau
  • Nível: Médio — encontrar o ponto comum em meio às divergências
  • Tema/Habilidade: Identificação do eixo contratualista do estado de natureza
  • Gabarito: D

Passo 1 — Leitura Estratégica do Comando

  • Comando reformulado: "Apesar das divergências, em que ambos concordam sobre a igualdade humana?"
  • Palavras-chave decisivas: estado de natureza, condição original do homem, Hobbes: guerra / Rousseau: paz
  • Armadilha típica: marcar "submissão ao transcendente" (B) — visão medieval, não moderna.
  • O que a resposta precisa demonstrar: tanto Hobbes quanto Rousseau partem do estado de natureza = condição original.

Passo 2 — Mapa de Conceitos Essenciais

  • Estado de natureza: ficção teórica da condição pré-social.
  • Hobbes: homem naturalmente egoísta → guerra de todos.
  • Rousseau: homem naturalmente bom/pacífico → corrompido pela sociedade.
  • Ponto comum: ambos usam a condição original para pensar igualdade.

Passo 3 — Decodificação do Enunciado

  • Evidência 1: Hobbes fala de "estado de guerra" como condição originária → ponto de partida.
  • Evidência 2: Rousseau fala de "estado de natureza... mais próprio à paz" → ponto de partida oposto.
  • Síntese: divergem sobre o conteúdo; convergem no conceito (condição original).

Passo 4 — Resolução Completa

Subpasso 4.1 — Isolar o consenso

Ambos entendem a igualdade humana a partir da condição original.

Subpasso 4.2 — Casar com alternativa

"Condição original" descreve exatamente esse eixo comum.

Subpasso 4.3 — Verificação

As outras opções (conhecimento, transcendente, epistemológica, política) não capturam a raiz contratualista.

Passo 5 — Análise Crítica de Todas as Alternativas

A) predisposição ao conhecimento.

Incorreta: não é o eixo de ambos.

B) submissão ao transcendente.

Incorreta: contratualistas modernos deslocam de Deus.

C) tradição epistemológica.

Incorreta: não é o eixo político.

D) condição original.

Correta: estado de natureza = condição original.

E) vocação política.

Incorreta: é mais aristotélica/clássica.

Gabarito: D

Passo 6 — Conclusão, Generalização e Dica de Prova

  • Reafirmação do gabarito: Hobbes e Rousseau divergem no conteúdo, concordam no método (partir da condição original).
  • Padrão de cobrança: confronto entre contratualistas é clássico no ENEM.
  • Generalização: "estado de natureza" = chave do contratualismo moderno.
  • Dica de eliminação rápida: descarte "vocação política" (Aristóteles) e "submissão transcendente" (medieval) em contratualistas.

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